Lembranças
Revendo meus guardados, recordo-te! Rasgo cartas, fotos, lembranças. . .
E rasgando, jogando fora, doando, acredito estar deixando ao passado, o passado. Ledo engano, pois no momento que recordo, vivo intensamente o passado aqui e agora. Interessante o que chamamos de “tempo”, seja ele - passado – presente – futuro. Curiosamente depois de anos ausente me vem todas aquelas lembranças à frente. Sinto a vida. Sinto a morte. Se recordar é viver, então, tenho a sorte de reviver. Alegro-me, entristeço-me, rio, choro sozinha ou melhor, com todas as lembranças. Reconheço e confesso que vivi; somente tem lembranças quem vive intensamente.
Já observou como as lembranças não morrem? Podemos deixar ir, porém não morrem. Viva cada momento como único na certeza que nada termina, apenas se transforma. Curta suas lembranças com os presentes e os “aparentemente” ausentes. Amo você.