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Impermanência
Por Cristina Ruggero {cristina@yogaananda.com.br}
. . . fiquei órfã de mãe aos quatorze anos; desde então estudo com profundo interesse questões relacionadas com a vida e a morte. Ainda me lembro muito bem da mamãe viva em casa e de seu passamento aos 42 anos de idade. Adolescente que era, comecei a busca plena pelo sentido da vida. Nessa busca li muito, pesquisei, conversei com professores, doutores, padres e até cartomantes. Passei por crises existenciais até chegar no caminho do yoga. Essa filosofia nos ensina que somos impermanêntes, isto é, não somos este corpo físico, essa roupa, somos muito mais - Essência. Citando mamãe que desencarnou aos 42 anos, pergunto ao amigo leitor(a) o que são 42 anos diante de milênios da humanidade? Neste artigo chamo sua atenção para a nossa impermanência. Privilegia-se o Ter em detrimento do Ser. Ao mesmo tempo que sabemos pela internet o que acontece no mundo, andamos "a cavalo" sobre nossas próprias vidas. O Yoga surgiu na Índia, país este que mantém ainda sua tradição milenar neste ensino e só recentemente expandiu para o ocidente. Sua filosofia baseia-se no auto-conhecimento procurando mostrar ao homem que sua vida é sempre no momento presente e seu corpo é o resultado de uma mente sã ou insana. Ensina também o desapego nos lembrando diariamente que tudo que "temos" neste planeta é um empréstimo enquanto vivemos. Portanto, ao invés de acumular tesouros, podemos vivenciar as belezas do paraíso e da mãe natureza que nos é generosa e abundante. Cabe a cada um de nós nos apegar ou desapegarmos diante da consciência de nossa impermanência.
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